AO SABOR DO VENTO

Poesia e prosa

Meu Diário
30/04/2011 16h15
Reunião

 

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Um pequeno esquilo apareceu de repente, 

saindo da minha caneta.

Ficou parado de mãozinhas e nariz no ar, 

silencioso e atento.

Comecei a imaginar 

o que poderia ele estar pensando:

– Há avelãs ou maçãs por aqui?

Não vejo árvore nenhuma!

– E a folha de papel era branca por ser um campo de neve, 

ou  por as ervas ainda não terem nascido?

 

Tocou a sineta, a reunião terminara.

Juntei livros e cadernos, guardei tudo na pasta.

Nem me perguntem que assuntos trataram.

Tudo o que ficou desse dia foi este desenho.

 

 


Publicado por Eugénia Tabosa em 30/04/2011 às 16h15
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26/12/2009 21h10
MC 060 - Acordara de mau humor
Hoje de manhã, dia seguinte ao dia de Natal, surgiu-me este microconto.
Por coincidência, mais tarde, a caminho de Atibaia, paramos num local cheio de aves exóticas, e, entre elas, este peru... 


"Acordara de mau humor, monco caído e voz rouca. Estranhou quando o abraçaram e lhe deram a pinga.
E
assim foi o último Natal do peru."


Publicado por Eugénia Tabosa em 26/12/2009 às 21h10
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16/12/2009 22h30
Dezembro, tudo é Natal
 Chegado o mês de Dezembro parece que tudo chama, grita, salta, NATAL.

Hoje, enfeites e bonecos quiseram por força sair das caixas onde ficaram guardados por todo um longo ano.

E em poucos minutos a casa ficou envolta numa onda de cor e amor. 

Ah, como gosto desta época do ano!!! 

Que vontade de abraçar todos, todos, amigos e desconhecidos.
--
16-12-2009




Publicado por Eugénia Tabosa em 16/12/2009 às 22h30
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10/12/2009 23h42
A LAGARTA OBESA, (histórias que acontecem em Higienópolis)
 Um dia, no começo do Verão...

Chovera toda a noite e toda a manhã. 

Uma chuvinha mansa e constante, caindo quase sem ruido, mas ensopando tudo e todos.

Depois, quando um vento vindo do mar abriu as cortinas de núvens, foi aquela alegria de ver crianças na rua, pássaros chilreando no céu e pessoas sem se esconderem debaixo dos guarda chuvas.

Aproveitei logo para sair também e dar uma voltinha pelo bairro.

Mal tinha dado uns 50 passos vi, arrastando-se pelo chão, uma "coisa" às riscas pretas e amarelas.

 Não era lagartixa, nem salamandra, pois não tinha pernas nem lhe vi olhos.

Parecia uma lagarta gigante!
 


E era uma lagarta gigante, mesmo... Uma Lagarta Obesa!



Aproximei-me até quase lhe tocar, certa de que não era bicho capaz de saltar ou correr na minha direção.
 
Nunca vi lagarta tão grande, tão gorda, nem tão lindamente decorada.
 
E logo, sem ter que pedir licença, lhe tirei várias fotos.



Ao ver o meu interesse por aquela criatura, um empregado da loja em frente, disse-me que essas lagartas caiam duma árvore.
 
- Que árvore?perguntei.
 
- Ali, ali... A das flores laranja! 
 
- E como se chamam?
 
- A lagarta, não sei...

- Não, não, como se chama a àrvore?
 
- Ah, isso também não sei...



 
 Cheia de curiosidade perguntei ainda:
- E porque elas, as lagartas, estão a cair assim para o chão?
 
- É porque comem, comem até ficar assim grandes, pesadas e  caem... E isto assim todos os anos. 
 
 
E lá fui eu à cata das lagartas.

Até  parece que elas tinham usado a cor das flores para pintar algumas partes do corpo.

Foi então que vi um homem a conversar com o seu cachorro e a olharem ambos para o chão.

Percebi logo que também eles estavam fascinados com as lagartas. 
 
E logo encetamos uma conversa. 
 
O cão, obviamente instruido a tal, apenas olhava e torcia o nariz.
 
O dono lamentava estar sem máquina fotográfica... 
 
Mostrei-lhe as fotos já tiradas, e ele prontificou-se a colocar a mão ao lado da lagarta para termo de comparação. 
 
Então, lembrei-me que poderia enviar-lha diretamente do celular por e-mail. E assim foi.


 

Publicado por Eugénia Tabosa em 10/12/2009 às 23h42
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27/09/2009 00h30
Pipas bailam

Pipas bailam nos céus
e a sombra segue o homem
pelo chão




Publicado por Eugénia Tabosa em 27/09/2009 às 00h30
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